TONO
Seh M. Pereira
.
.
.
.
E tento
não gorar a minha
gastura dos
.
sapatos, mas às vezes este mesmo
passo já nasce gorado por si só; não há quem o estufa. Às vezes este
mesmo passo deixado me acolhe.. Tento o resgate dos
meus não-ditos, antes
do
.
.
vencimento do
prazo estabelecido no dia da véspera; antes da aquisição de
terceiros. Pés-inquilinos
que se perdem no tempo-aluguel não
constroem casa
de tijolo..
.
.
.
domingo, 4 de outubro de 2015
domingo, 12 de julho de 2015
MOINHO
Seh M. Pereira
.
.
.
.
E mesmo sendo a
gira..! Ou mesmo não sendo um
gorado do meu próprio novelo.. Sendo a roca
viva, e
.
o eixo enferrujado dos ponteiros pelo gota a gota do
tempo.. Ou até
mesmo, também, não sendo
minha estufa, e olhos abertos; conheço meus
sóis. O
sendo, sou eu..
.
.
Não sou eu, o semideus que corta as
deixas, mas sou eu que decide ao chão-cru..! Sou eu que
decide se corto as deixas, ou corto o meu semideus e desfaço a véspera: o
decide,
.
.
sou eu.. Os outros gorados de mim são tão
nato, quanto o
nato que me leva ao centro
de
.
minha vida: o tão, sou eu..! Carrego o silêncio que vaza pelos corredores de
si próprio; mas não me engana pois o
mundo vai estar lá, e ela pulsa: o pulsa, sou eu.. Sou eu, o
mundo ao entrar no
chão-cru, e minha certeza sobre os meus pés é
que não dá para voltar.. De lã em
lã,
.
.
às vezes me aplaudo..! Às
vezes
.
.
silencio.. Sou eu, os inúmeros natos que
ensaiam seus não-ditos ao mesmo tempo sem que um
destextualize o outro.. Sou
eu,
.
os inúmeros.. Os sóis sobre mim foram feitos para permanecerem
apagados, mas faço a desfeita e
.
aplaudo-me: mesmo
antes do parto começar.. Atravesso as horas, enquanto
ensaio os monólogos que me
complementam e o ensaio para..! Questiono-me se
realmente
.
meus outros eus deveriam ter parado; pois
.
.
sou eu, o mundo..! Sou eu, o
enquanto. Sou eu, os
complementam..! Sou eu, o não para.. Sou eu, o
ruido do eixo que
nada mais
é
do que a ferrugem do gota a gota do tempo.. Sou eu, quando me aplaudo!..
.
.
.
Seh M. Pereira
.
.
.
.
E mesmo sendo a
gira..! Ou mesmo não sendo um
gorado do meu próprio novelo.. Sendo a roca
viva, e
.
o eixo enferrujado dos ponteiros pelo gota a gota do
tempo.. Ou até
mesmo, também, não sendo
minha estufa, e olhos abertos; conheço meus
sóis. O
sendo, sou eu..
.
.
Não sou eu, o semideus que corta as
deixas, mas sou eu que decide ao chão-cru..! Sou eu que
decide se corto as deixas, ou corto o meu semideus e desfaço a véspera: o
decide,
.
.
sou eu.. Os outros gorados de mim são tão
nato, quanto o
nato que me leva ao centro
de
.
minha vida: o tão, sou eu..! Carrego o silêncio que vaza pelos corredores de
si próprio; mas não me engana pois o
mundo vai estar lá, e ela pulsa: o pulsa, sou eu.. Sou eu, o
mundo ao entrar no
chão-cru, e minha certeza sobre os meus pés é
que não dá para voltar.. De lã em
lã,
.
.
às vezes me aplaudo..! Às
vezes
.
.
silencio.. Sou eu, os inúmeros natos que
ensaiam seus não-ditos ao mesmo tempo sem que um
destextualize o outro.. Sou
eu,
.
os inúmeros.. Os sóis sobre mim foram feitos para permanecerem
apagados, mas faço a desfeita e
.
aplaudo-me: mesmo
antes do parto começar.. Atravesso as horas, enquanto
ensaio os monólogos que me
complementam e o ensaio para..! Questiono-me se
realmente
.
meus outros eus deveriam ter parado; pois
.
.
sou eu, o mundo..! Sou eu, o
enquanto. Sou eu, os
complementam..! Sou eu, o não para.. Sou eu, o
ruido do eixo que
nada mais
é
do que a ferrugem do gota a gota do tempo.. Sou eu, quando me aplaudo!..
.
.
.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
ROSA PRETA
Seh M. Pereira
.
.
.
.
Nasci sem
porte e desprovido
de
beleza.. Sem esses atributos..! Sou, só,
mais um
.
.
imperfeito; a espera do tento,
vida comum. Nem sempre corro pelo
certo.
Amarro-me em
Jesus Cristo, mas a outra
face
.
não entrego..! Respeito meu codinome Rosa Preta..! Não nasci
em berço de ouro.
Ouro de tolo,
não me convém!.. Sem um puto no bolso.. Sou, só,
mais um imperfeito..
.
.
A espera do tento, vida comum.
Nem sempre ajo de
uma forma politicamente correta..!
Sei que
não posso ser assim, mas
vou tentando ser.. Respeito meu
codinome
.
.
Rosa Preta..!
.
.
.
Seh M. Pereira
.
.
.
.
Nasci sem
porte e desprovido
de
beleza.. Sem esses atributos..! Sou, só,
mais um
.
.
imperfeito; a espera do tento,
vida comum. Nem sempre corro pelo
certo.
Amarro-me em
Jesus Cristo, mas a outra
face
.
não entrego..! Respeito meu codinome Rosa Preta..! Não nasci
em berço de ouro.
Ouro de tolo,
não me convém!.. Sem um puto no bolso.. Sou, só,
mais um imperfeito..
.
.
A espera do tento, vida comum.
Nem sempre ajo de
uma forma politicamente correta..!
Sei que
não posso ser assim, mas
vou tentando ser.. Respeito meu
codinome
.
.
Rosa Preta..!
.
.
.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
TÍLBURI
Seh M. Pereira
.
.
.
.
ao mesmo riso: um
outro
recém,
.
mais anterior do que consta em minha certidão de
idade, e
sua
.
.
canção. eu também já observava-o; e
sua reza versada
continua foi me estendendo
a mão.
.
.
destinos formigantes em mim..
.
agradeceu-me por
tê-lo
recebido com
os
olhos.
.
se foi
como quem não
parte, ou
parte mas deixa algo; sorriu-me..
.
.
sorri com os
olhos, e me parece que
todos me olham..
sorri
.
.
com os olhos, e me
parece
que todos me olham ao mesmo passo.. meus
olhos têm o
seu
nome, viu..
.
.
ao mesmo riso: meu
recém
chegado ao centro dos meus olhos. equilibrando-se
por sobre o seio, para me ver. eu já
olhava-o, e quando me
viu
.
este nato também me sorriu..! meu
olhos têm o seu nome.. sorri com os olhos, e me
parece que todos me
olham..
.
sorri com os olhos, e me
parece que
todos me
olham
ao mesmo passo; ao
mesmo riso..
ao mesmo riso:
.
.
meus olhos têm seu nome, viu..
.
.
.
Seh M. Pereira
.
.
.
.
ao mesmo riso: um
outro
recém,
.
mais anterior do que consta em minha certidão de
idade, e
sua
.
.
canção. eu também já observava-o; e
sua reza versada
continua foi me estendendo
a mão.
.
.
destinos formigantes em mim..
.
agradeceu-me por
tê-lo
recebido com
os
olhos.
.
se foi
como quem não
parte, ou
parte mas deixa algo; sorriu-me..
.
.
sorri com os
olhos, e me parece que
todos me olham..
sorri
.
.
com os olhos, e me
parece
que todos me olham ao mesmo passo.. meus
olhos têm o
seu
nome, viu..
.
.
ao mesmo riso: meu
recém
chegado ao centro dos meus olhos. equilibrando-se
por sobre o seio, para me ver. eu já
olhava-o, e quando me
viu
.
este nato também me sorriu..! meu
olhos têm o seu nome.. sorri com os olhos, e me
parece que todos me
olham..
.
sorri com os olhos, e me
parece que
todos me
olham
ao mesmo passo; ao
mesmo riso..
ao mesmo riso:
.
.
meus olhos têm seu nome, viu..
.
.
.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
NAFTALINA
Seh M. Pereira
.
.
.
.
.
.
seu nome
não foi
feito pra ficar, na gaveta, guardado.. tirei
o bordado da naftalina..
dei os
nós, e
no laço da fita rendo-me..
.
.
e eu aqui
com
.
essas minhas inúmeras
mãos, de dedos em figa..
e eu
aqui, com esses
.
.
vários
.
e vários detrás dos
pés, e a gira dos ponteiros que
continuam
dando-me voltas..
.
e eu aqui
feito
um eixo que segue seu
destino em ser
ferrugem, mas não
paro..
.
.
e nato;
.
nato, nato..
é ao seu nome que
reajo
em todos os meus partos..
descosturei seu
.
.
nome na
boca
do sapo, e
adentrrei
o céu..
.
.
e eu aqui
carregando sobre os
pulsos, inúmeros nós nas fitas
com seu nome
bordado..
.
.
.
seu nome não foi
feito pra ficar, na gaveta, guardado.. tirei o
bordado da naftalina..
dei
os nós, e no laço da fita rendo-me..
.
.
e eu aqui
trocando confidências com meu
espelho-falado; e gotas
do mudo-raso
.
.
de minhas crenças.. e eu
aqui com
.
meu joelho-vesgo;
rezando ao meu, e ao santo
de sua casa..
e parto;
.
.
é ao seu
nome
que
reajo aos
meus
.
natos..
.
.
descosturei seu
nome na
boca do sapo, e adentrei
o céu..
.
.
.
Seh M. Pereira
.
.
.
.
.
.
seu nome
não foi
feito pra ficar, na gaveta, guardado.. tirei
o bordado da naftalina..
dei os
nós, e
no laço da fita rendo-me..
.
.
e eu aqui
com
.
essas minhas inúmeras
mãos, de dedos em figa..
e eu
aqui, com esses
.
.
vários
.
e vários detrás dos
pés, e a gira dos ponteiros que
continuam
dando-me voltas..
.
e eu aqui
feito
um eixo que segue seu
destino em ser
ferrugem, mas não
paro..
.
.
e nato;
.
nato, nato..
é ao seu nome que
reajo
em todos os meus partos..
descosturei seu
.
.
nome na
boca
do sapo, e
adentrrei
o céu..
.
.
e eu aqui
carregando sobre os
pulsos, inúmeros nós nas fitas
com seu nome
bordado..
.
.
.
seu nome não foi
feito pra ficar, na gaveta, guardado.. tirei o
bordado da naftalina..
dei
os nós, e no laço da fita rendo-me..
.
.
e eu aqui
trocando confidências com meu
espelho-falado; e gotas
do mudo-raso
.
.
de minhas crenças.. e eu
aqui com
.
meu joelho-vesgo;
rezando ao meu, e ao santo
de sua casa..
e parto;
.
.
é ao seu
nome
que
reajo aos
meus
.
natos..
.
.
descosturei seu
nome na
boca do sapo, e adentrei
o céu..
.
.
.
Assinar:
Postagens (Atom)